26 novembro, 2010

Balanço: retorno à infância

26 de novembro de 2010.


Fui com a Gabriela no parque. Encontramos um playground e fomos brincar. Ela se divertiu no balanço, no escorregador, no trepa-trepa, na gangorra. E ficou por ali, circulando, num vai e volta deste e daquele brinquedo.
- Eu adoro o balanço, pai!
- Eu também, filha! É o meu preferido, desde que eu era criança, do seu tamanho.
Ela entendeu e adorou o fato de eu também adorar o balanço. Até que eu não resisti: sentei e comecei a voar. A Gabi ficou ali, me olhando, sorrindo, se divertindo, vibrando de ver o pai no brinquedo de criança. Virei criança de novo. Virei mesmo e me deliciei com cada instante. O joelho não aguenta mais o movimento, mas valeu cada segundo do sacrifício. O que enche o peito de alegria é estar com minha filha e me divertir com ela. Vê-la sorrir e se empolgar comigo. É uma memória que jamais se apagará. Amo você, Gabi!

Cada um no seu cantinho









26 de novembro de 2010.

Eu emendei na programação da Globo e comecei a ver um seriado. Mais ou menos ver. Veio a cena de um cara indo para a cama, se encolhendo debaixo de um cobertor, ajeitando o travesseiro. Fiquei pensando: que delícia! Nada melhor do que ter seu cantinho, se ajeitar nele e tirar aquela soneca. Sem compromisso, sem horário, sem preocupação. Uma sonequinha daquelas para descansar, relaxar geral. Delícia mesmo!
Meu cantinho é um colchão no chão, encostado na última parede da casa. Nada melhor para se largar e esquecer do mundo... Foi para lá que fui...

20 novembro, 2010

Fiscal do desperdício

20 de novembro de 2010.

Aquela lâmpada na entrada da casa, do lado de fora, que fica acesa a noite inteira. A luz que fica acesa enquanto há ausência de pessoas no ambiente. Uma torneira pingando. A água correndo solta enquanto a pessoa escova os dentes ou toca o detergente na louça. Papel. Haja papel: impressos sem necessidade, publicitários que simplesmente nem são vistos, tickets de vários tipos, ingressos... É impossível eu listar aqui tudo o que se desperdiça. Fico pensando que se as empresas criassem a função de fiscal do despedício, alguém que funcionasse como um auditor externo, porém de forma permanente, geraria muita economia. Meu pai sempre me falou sobre a economia dos clips. Aprendeu com o doutor Aloísio, dono do Banco Real à época. Quando ao telefone, muitas pessoas tem a mania de se ocupar com outra coisa. Uma delas é brincar com os clips. Pega um, desfaz sua dobra, dobra de outro jeito, desdobra e dobra até quebrar, joga no lixo. Se cada pessoa desperdiçar um por dia, multiplicado pelo número de funcionários e multiplicado pelo número de dias trabalhados no ano ... Ah, e a última multiplicação que é pelo custo dos clips. Está certo que hoje em dia talvez os clips sejam mais poupados. A ocupação durante uma conversa telefônica é com o computador. Mas a economia dos clips é fácil de ser entendida.
Quando digo sobre empresas criarem a função é apenas uma idéia. O ideal é conscientizar cada pessoa, a partir da própria casa. Quanto influenciaria na economia doméstica? Creio que muito. E o negócio é uma cadeia. A consequencia final é o planeta como um todo, é economia na energia, na água, nas árvores, no ar no sentido da menor poluição.
O tema é infindável.
Começa comigo e com a minha filha a quem ensino em seus primeiros anos.

16 novembro, 2010

Maria Farinha


16 de novembro de 2010.

Desde que tomei conhecimento da Maria Farinha Pães e Doces, achei muito feliz o nome. Interessante, simpático, completamente ligado ao ramo de negócio, no caso, a padaria. As várias pessoas que falavam da Maria Farinha elogiavam seu pão e eu, quando finalmente experimentei, de fato gostei muito.
Fiquei pensando na origem do nome, imaginando qualquer coisa com meus botões. Talvez a Maria, pessoa que primeiro começou a fazer o tal do pãozinho, tenha sido apelidada assim, de Maria Farinha, e pegou e ficou. Talvez o nome seja uma homenagem a uma avó que fazia pãozinho e já usava a receita que agora todos admiram, e farinha, bem, por ser um dos ingredientes. Talvez Farinha seja mesmo um sobrenome. Sei lá. O fato é que achei feliz.
O que eu jamais imaginara é que Maria-farinha é um caranguejo. Também é restaurante em Santos, praia em Pernambuco, também padaria em Taguatinga, Distrito Federal, e até marca de biquíni. Santo Google, Batman!

15 novembro, 2010

Viagem da imaginação

14 de novembro de 2010.
Desperta. A imaginação sai para um passeio. Uma viagem, talvez. Um sorriso pequeno e sem graça. Tímido como o olhar. Os primeiros toques talvez sejam suaves, macios. O tato ainda sente a temperatura e sente cada traço, cada curva. Frente a frente. Elevador lento. Língua que molha e esquenta. Tesão. Louco tesão. Pegada. Explosão. Delícia. Suor. Sorriso. Fadiga. Gosto de quero mais.

12 novembro, 2010

Professor Luciano

11 de novembro de 2010.


Comecei a ouvir música. O Luciano ensinou-me o caminho de uma rádio que quase só toca o que me agrada. Mas não me ensinou hoje. Apenas nos últimos dias e de vez em quando eu mudei de estação. Surpresa: eu gosto, sim, de música e conheço muita coisa até. Delicio-me com Elis, Zélia Duncan, Maria Rita, Titãs, Ed Motta, Tim Maia, Paralamas, Lulu Santos, Cássia Eller, Capital Inicial, Skank, Jota Quest, Kid Abelha, Caetano, Djavan, Marina, Chico, Lobão, Raul, Rita Lee, Marisa Monte... Penso em ouvir lá na rádio que toca notícia apenas aquilo que me dá prazer, que me diverte. Nos maiores intervalos, música, um outro prazer que descubro agora.
Ando pensando em assessoria de imprensa. Planejar e crescer. Trabalhar algo que não é diretamente o que sei, mas sei ou penso que sei. Temos que crescer. E aparecer. Conquistar uma fama ao menos num mercado específico e crescer. Sair da lama.
Sonho em ganhar uma bolada. Presente de Deus. Sim, porque só Ele é que pode dar e dá a quem tem que dar. Sorte não é sorte. É a hora de Deus para quem Ele quer. Um segredo. Inescrutável.
Almocei com o Luciano. Professor Luciano. Na conversa fui me dando conta de que me ensinou a almoçar quando na feira do hospital. Ensinou-me a ouvir a rádio lá do início do meu texto. E outras coisas. Disse a ele que me ensina apenas coisas boas, ao que ele respondeu:
- Deixe que as ruins eu faço sozinho.
A resposta chamou minha atenção. Resposta sábia. Profunda até, dadas as implicações.
Equipe-se. Esteja preparado para o que vier. É outro de seus ensinamentos. Dá para brincar e chamá-lo de MacGyver.

08 novembro, 2010

Sentidos


Sentidos

Composição: (Christian Oyens/Zélia Duncan)

Não quero seu sorriso
Quero sua boca
No meu rosto
Sorrindo pra mim
Não quero seus olhares
Quero seus cílios
Nos meus olhos
Piscando pra mim
Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você!
Não quero seu suor
Quero seus poros
Na minha pele
Explodindo de calor.

Eu saí a pé. Sem vontade, mas liguei o rádio e na rádio que apenas às vezes ouço. Foi um deleite, uma diversão, momentos deliciosos. Uma das músicas foi Sentidos. Para mim, um tesão, mais um sentido.
8 de novembro de 2010.

02 novembro, 2010

Coisas que me dão prazer e muito prazer


2 de novembro de 2010.


Resolvi fazer uma lista. Difícil é se lembrar de tudo que você gostaria, mas farei o seguinte: o que eu não puser aqui e me lembrar depois, será incluído.
Coisas que me dão prazer e muito prazer. A ordem não é uma hierarquia.


Amar a Gabriela.
Estar com a Gabriela e acompanhar seu desenvolvimento em todos os sentidos.
Deitar na grama e olhar o céu.
Ouvir Elis Regina.
Saltar do Hadikali, no Hopi Hari.
Ler Mário Prata.
Eskibon.
Copa do Mundo de futebol.
O doce gelado com abacaxi da minha mãe.
Ouvir o Fim de Expediente.
Ouvir o Lukas cantando Garotos 2 e Pequena.
Nostalgia.
Sorvete Chocolate Choc Chip da La Basque.
Curvas: das mulheres, das estradas, da bola.
Retão na estrada, visão do horizonte, muito verde e o azul do céu.
Jogar futebol de botão, ou de mesa, se preferir.
Ver coisas em super slow motion.
Sorvete.
Sexo.
Coca-Cola.
Chocolate.
Sexo oral.
Ver Maradona, Romário, Mário Sérgio, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho em suas genialidades.
Ouvir o Adalberto Piotto com o pessoal da Época São Paulo, especialmente quando falam de restaurantes e bares com seus pratos e drinks, com o Marcos Petrucelli e no Quatro em Campo.
Assistir Uma Linda Mulher.
Ouvir Pretty Woman.
Assistir Amadeus.
Fazer turismo.
O humor ácido e crítico de Juca Kfouri.
Receber carinho na cabeça, especialmente na nuca.
Gol de Ronaldo, até de pênalti.
Escrever meus pensamentos, apesar da falta de tempo dos últimos tempos.
Gol de Zico.
Fotografar, mesmo sem saber nada de fotografia.
Ouvir Zélia Duncan, especialmente em Sentidos.
As trufas divinas de café e de maracujá da Edy Maués.
Alpino Fast, mesmo com as críticas na Internet de que o produto engana o consumidor por não conter chocolate Alpino.
Ouvir Ana Carolina (item incluído em 23/05/2013).