Jogos terapêuticos

Saiu na imprensa, dia desses. Interessante.
“Todos nós temos ansiedade diante dos fatos cotidianos da vida. Por exemplo, se eu vou ao dentista, fico ansioso; se vou prestar um exame, fico ansioso. No entanto, tem havido muito uma tentativa de querer 'medicalizar' o cotidiano, fazer com que as coisas da vida sempre devem receber medicamento", explica Elisaldo Carlini.
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A sabedoria de antigamente usava outro tipo de receita, por exemplo. "O famoso chá de erva-cidreira, que era a fórmula usada pela minha avó. O filho ou neto estava nervoso, ela chamava na cozinha, catava lá o seu capim-santo, picava em uma xicarazinha, colocava água fervendo em cima e saia aquele cheirinho gostoso. Você ia tomando de gole em gole, conversando. Ou seja, não há insônia que resista a essa liturgia. A pessoa se acalma mesmo, porque conversa daqui, conversa dali, vê a fumacinha surgindo. São todos jogos terapêuticos, sem existir uma droga benzodiazepínica", diz Elisaldo Carlini.