25 junho, 2011

Adeus, Juiz de Fora

25 de junho de 2011.
Estava no trânsito de São Paulo e vi, ontem um e hoje outro, carros com placas de Juiz de Fora. É minha cidade natal. Há anos não vou para lá. Deve estar muito, muito mudada. Lembro rapidamente de coisas da minha infância, vagamente de lugares por onde passava, de alguns momentos vividos e até de algumas palavras ou nomes.
Hoje, porém, fiquei pensando que Juiz de Fora acabou para mim. Dias atrás eu soube que meus avós finalmente saíram de lá e vieram morar em Piracicaba, o que já não era sem tempo. Só hoje me toquei da realidade: se eu já não ia para lá tendo um motivo - meus avós, agora, então, é mesmo o fim. Talvez eu jamais volte para o meu berço. Visitar minhas primas? Dificílimo. Será mesmo apenas a naturalidade registrada em meus documentos.
Mudando de alhos para bugalhos, o trânsito nos traz sempre surpresas. Basta estar atento e nos deparamos com cenas ou figuras pitorescas. 
Na Santa Ifigênia, uma loja de som com um volume no talo. Pessoas, raras pessoas, ouvindo a música, já transformam a caminhada com sacolas em dança, em relaxamento, em diversão, em um pouco de lazer. Bom humor e desprendimento. Admirável! Desprendimento, então, nem se fale! É o que vale e o que diverte quem apenas assiste. Por desprendimento, neste caso, entenda-se não estar nem um pouco preocupado com o que outras pessoas pensem. Danço mesmo e pronto! Fora de contexto? O que é isso, meu camarada? Viva a alegria!
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Adeus, Juiz de Fora. 

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